Sex, 02 de Dezembro de 2011 13:16
Mercado Brasil - Tecnologia
A Associação dos Magistrados do Trabalho de Santa Catarina (Amatra12) está lançando um projeto inédito de ensino a distância, o Eadamatra. O projeto já alcançou repercussão nacional e internacional. No Brasil, foi apresentado durante o 3º Fórum de Educação no Poder Judiciário. No exterior, a demonstração ocorreu a convite dos organizadores da Primeira Cumbre Internacional de Escuelas Judiciales, realizada em Lima, no Peru. “O sistema catarinense apresenta inovações em sua concepção. Um mecanismo de automação foi especialmente desenvolvido para que o aluno possa se autodirigir e construir seu aprendizado nos momentos em que puder, independentemente de hora ou dia”, informa Sebastião Tavares Pereira, diretor de EAD da Amatra12 e coordenador do projeto.
O Eadamatra consumiu dois anos de pesquisa e desenvolvimento. O projeto foi concebido a partir de um levantamento do perfil dos profissionais da área jurídica que formam o público-alvo dos cursos oferecidos pela entidade. A Amatra12 oferece cursos de pós-graduação preparatórios para a magistratura, em convênio com várias universidades do Estado. A partir do lançamento do Eadamatra, o ensino, distribuído num amplo portfólio de cursos, passará a ser oferecido a estudantes de todo o Brasil e até da América Latina.
Repercussão internacional
A Primeira Cumbre Internacional de Escuelas Judiciales foi realizada nos últimos dias 24 e 25 na capital do Peru. Estiveram presentes representantes de países como México, Honduras, Costa Rica, Nicarágua, Colômbia, Equador, Peru, Chile, Argentina, Brasil, Paraguai, Alemanha, França, Espanha e Porto Rico. Na maioria dos casos, estavam presentes os representantes das Academias Judiciais, que se incumbem da formação continuada dos juízes em seus países. A Amatra12 participou do grupo que tratava do impacto das tecnologias na formação dos juízes.
Já o 3º Fórum de Educação no Poder Judiciário foi organizado pelo Conselho Nacional de Justiça em Brasília, nos dias 24 a 26 de outubro. O evento reuniu mais de 350 participantes de todo o Brasil
Especificidades
De acordo com o diretor Sebastião Tavares Pereira, o Eadamatra se distingue por não limitar o uso da tecnologia na disponibilização de materiais e aulas. “O programa foi desenvolvido a partir da utilização criativa da tecnologia. Funções interativas foram facilitadas ao máximo”. O aluno pode ter aulas em turma ou sozinho, realizando atividades nos horários mais diversos, valendo-se das redes sociais e de ferramentas exclusivas como o LearningChat, o LearningForum e as autoavaliações dinâmicas.
“As funções exclusivas de chat e fórum, por exemplo, permitem que o aluno compile e condense os principais assuntos apresentados nas aulas pelos professores, gerando blocos de textos informativos de acordo com seu interesse”, explica Tavares. “As atividades, em qualquer curso, serão sempre dimensionadas de modo a otimizar o aproveitamento do tempo do profissional. O aluno pode aproveitar, produtivamente, as pequenas janelas de tempo de que dispõe para avançar em suas atividades. Se um aluno se inscrever num sábado de madrugada, para fazer um curso sozinho, na segunda feira pela manhã poderá ter percorrido todo o caminho do curso, pois o mecanismo de automação o acompanha de perto e vai liberando e orientando na realização das atividades, independentemente de interação com qualquer estrutura administrativa ou pedagógica na base da escola”, explica.
Uma imensa parcela do público alvo não tem familiaridade com ambientes tecnológicos. “A chamada geração y, que agora chega ao mercado, em geral se formou em ambientes com bastante contato com tecnologia. Mas essa é apenas uma parcela do público-alvo. Na verdade, há uma parcela mais expressiva que precisa de um ambiente de estudo mais simples, onde possa navegar com facilidade e onde as coisas estejam organizadas de modo agradável e intuitivo, com incorporação das vantagens da tecnologia, mas sem que isso seja um óbice. O Avatra, que é o ambiente virtual de aprendizagem especialmente desenhado para o Eadamatra, incorpora essas características”, destaca Tavares.
O Eadamatra foi desenvolvido em Java e opera sobre uma base de dados com SGBD postgreSQL. O projeto nasceu para atender especificamente aos profissionais da área jurídica, com uma proposta de produção de cursos de excelência.
Para dar um caráter realmente multidisciplinar ao projeto, a elaboração do Eadamatra contou com a colaboração de profissionais de pedagogia, psicologia, tecnologia, administração e design.
O coordenador do projeto e diretor de EAD da Amatra12, Sebastião Tavares Pereira, é juiz do trabalho aposentado e, antes de ser magistrado, atuou no setor de tecnologia, o que levou o então presidente da entidade, juiz Irno Ilmar Resener, a convidá-lo para o posto voluntário. Tavares foi um dos fundadores e primeiro presidente do Blusoft, entidade que representa as empresas de TI na região de Blumenau.