Qui, 26 de Janeiro de 2012 16:23
Mercado Brasil -
Economia
CEOs de 60 países apontam Brasil como um dos principais alvos para expansão dos negócios
Juntamente com China e EUA país é prioridade para negócios.
As dúvidas sobre o futuro da economia global preocupam os CEOs, mas não devem atrapalhar os negócios este ano. Essa é a principal constatação da 15th Annual Global CEO Survey realizada pela PwC, divulgada hoje, na véspera da abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Ainda que apenas 15% dos 1.258 ouvidos em 60 países acreditem que a economia global irá melhorar em 2012, eles estão na ofensiva de investimentos.
Apesar de reticentes quanto ao cenário externo (82% creem que a economia ficará estagnada ou declinará ainda mais), 40% estão “muito confiantes” no crescimento de receita neste ano. Por isso, estão agindo deliberadamente para aumentar a resiliência dos negócios caso o cenário se deteriore ainda mais, e buscam ampliar sua atuação nos mercados que oferecem maior perspectivas para o futuro dos negócios.
China, Estados Unidos e Brasil são os três países considerados mais importantes para a expansão dos negócios em 2012. Na sequência aparecem a Índia e a Alemanha. Dos CEOs que apontaram o Brasil como mercado prioritário, um terço (33%) tem como objetivo instalar uma unidade de produção local num prazo de um ano – na Índia, 38%, na Rússia 31% e na China 30%. A situação é similar no que diz respeito ao desenvolvimento de produtos e ao acesso a matérias-primas e componentes, indicando que os CEOs estão buscando fontes de inovação em seus mercados-alvo. A recuperação no volume de investimento estrangeiro direto (IED) corrobora esta tendência.
As respostas revelam que há diversidade de mercados promissores: mais de 60 diferentes economias foram citadas pelos CEOs como alvo para negócios fora de seus países de origem. Alguns nomearam lugares próximos geograficamente, mas houve menção também a locais situados no outro extremo do globo. O crescimento econômico e o aumento do poder de compra em vários países, como Indonésia e Turquia, por exemplo, estão fazendo com que os CEOs olhem além dos BRICs.
A aparente contradição revelada entre a perspectiva econômica e a dos negócios se baseia em três aspectos: 1) o difícil aprendizado e as mudanças nos modelos de negócios ocorridas a partir de 2008; 2) o aumento dos investimentos e das relações comerciais “com” e “dos” países emergentes; e 3) manutenção dos compromissos bilaterais (ao contrário de situações anteriores de crise, não experimentamos reações protecionistas).
A opinião dos líderes permite identificar três focos prioritários para o sucesso dos negócios:
1.Reconfigurar operações para atender as necessidades de mercados locais (adequar processos e modelos, formar alianças estratégicas e novos networks, inclusive em pesquisa e desenvolvimento e serviços de suporte);
2.Endereçar uma ampla diversidade de riscos decorrentes da integração global (ao se deparar com os desdobramentos de ocorrências distintas – de levantes políticos e acidentes nucleares a inundações e crise de fundos soberanos – em várias partes do globo, os líderes perceberam que devem se preocupar menos com a probabilidade de imprevistos específicos e estar preparados para enfrentar as conseqüências de uma ampla variedade de riscos);
3.Formular estratégia para formação/atração/retenção de talentos (a falta do profissional certo no lugar certo é uma das principais ameaças ao crescimento. Um em cada quatro CEOs declarou que perdeu uma oportunidade ou teve de adiar ou cancelar uma iniciativa estratégica devido à limitação de profissionais qualificados.
Inovação é prioridade
Para os CEOs, inovação é prioridade estratégica: três em cada quatro planejam investir em e pesquisa e desenvolvimento (R&D) este ano, e destes, 24% prevê mudanças significativas nesta área. Setores que estão passando por profundas transformações precisam de inovações radicais. Mas inovar, segundo eles, não se restringe mais a criar ou modificar produtos e serviços, o conceito agora é mais abrangente. Em alguns casos, inclui a eliminação de custos em determinados processos ou estabelecer alianças estratégicas.
Cada vez mais empresas estão deixando para trás o simples modelo exportador e desenvolvendo produtos específicos para cada mercado. As vantagens (e os custos) para manter um padrão em vários países se contrapõem às diferentes necessidades, culturas e preços locais. Porém, ao inovar localmente, as empresas precisam obter escala para manter a lucratividade. Ou seja, é necessário encontrar o equilíbrio entre a operação global e local.
O desafio de talentos
A escassez de profissionais qualificados (talentos) é um dos maiores desafios atuais. Para se ter uma idéia da dimensão que esse tema ganhou , basta dizer que há mais CEOs preocupados em rever a estratégia de gestão de talentos do que em adequar a abordagem a riscos.
A ameaça em não conseguir admitir ou manter os negócios é custosa: 43% dos líderes afirmaram terem gastado mais que o previsto para ter bons profissionais ao redor, o que causou impacto no crescimento e no resultado dos negócios.
Os CEOs estão convencidos que precisam melhorar a estratégia de gestão de pessoas e planejar como atender as necessidades futuras. Desenvolver uma visão estratégica de longo prazo é crucial para eliminar o atual gap. Eles também estão procurando novas formas de medir a eficiência e a abrangência dos investimentos em pessoas e têm clara a noção de que produtividade e custos trabalhistas são bons indicadores para comparar o desempenho com os concorrentes, mas não indicam se a empresa está investindo suficientemente em seus profissionais para manter a trajetória de crescimento no futuro.
Juntamente com China e EUA país é prioridade para negócios.
As dúvidas sobre o futuro da economia global preocupam os CEOs, mas não devem atrapalhar os negócios este ano. Essa é a principal constatação da 15th Annual Global CEO Survey realizada pela PwC, divulgada hoje, na véspera da abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Ainda que apenas 15% dos 1.258 ouvidos em 60 países acreditem que a economia global irá melhorar em 2012, eles estão na ofensiva de investimentos.
Apesar de reticentes quanto ao cenário externo (82% creem que a economia ficará estagnada ou declinará ainda mais), 40% estão “muito confiantes” no crescimento de receita neste ano. Por isso, estão agindo deliberadamente para aumentar a resiliência dos negócios caso o cenário se deteriore ainda mais, e buscam ampliar sua atuação nos mercados que oferecem maior perspectivas para o futuro dos negócios.
China, Estados Unidos e Brasil são os três países considerados mais importantes para a expansão dos negócios em 2012. Na sequência aparecem a Índia e a Alemanha. Dos CEOs que apontaram o Brasil como mercado prioritário, um terço (33%) tem como objetivo instalar uma unidade de produção local num prazo de um ano – na Índia, 38%, na Rússia 31% e na China 30%. A situação é similar no que diz respeito ao desenvolvimento de produtos e ao acesso a matérias-primas e componentes, indicando que os CEOs estão buscando fontes de inovação em seus mercados-alvo. A recuperação no volume de investimento estrangeiro direto (IED) corrobora esta tendência.
As respostas revelam que há diversidade de mercados promissores: mais de 60 diferentes economias foram citadas pelos CEOs como alvo para negócios fora de seus países de origem. Alguns nomearam lugares próximos geograficamente, mas houve menção também a locais situados no outro extremo do globo. O crescimento econômico e o aumento do poder de compra em vários países, como Indonésia e Turquia, por exemplo, estão fazendo com que os CEOs olhem além dos BRICs.
A aparente contradição revelada entre a perspectiva econômica e a dos negócios se baseia em três aspectos: 1) o difícil aprendizado e as mudanças nos modelos de negócios ocorridas a partir de 2008; 2) o aumento dos investimentos e das relações comerciais “com” e “dos” países emergentes; e 3) manutenção dos compromissos bilaterais (ao contrário de situações anteriores de crise, não experimentamos reações protecionistas).
A opinião dos líderes permite identificar três focos prioritários para o sucesso dos negócios:
1.Reconfigurar operações para atender as necessidades de mercados locais (adequar processos e modelos, formar alianças estratégicas e novos networks, inclusive em pesquisa e desenvolvimento e serviços de suporte);
2.Endereçar uma ampla diversidade de riscos decorrentes da integração global (ao se deparar com os desdobramentos de ocorrências distintas – de levantes políticos e acidentes nucleares a inundações e crise de fundos soberanos – em várias partes do globo, os líderes perceberam que devem se preocupar menos com a probabilidade de imprevistos específicos e estar preparados para enfrentar as conseqüências de uma ampla variedade de riscos);
3.Formular estratégia para formação/atração/retenção de talentos (a falta do profissional certo no lugar certo é uma das principais ameaças ao crescimento. Um em cada quatro CEOs declarou que perdeu uma oportunidade ou teve de adiar ou cancelar uma iniciativa estratégica devido à limitação de profissionais qualificados.
Inovação é prioridade
Para os CEOs, inovação é prioridade estratégica: três em cada quatro planejam investir em e pesquisa e desenvolvimento (R&D) este ano, e destes, 24% prevê mudanças significativas nesta área. Setores que estão passando por profundas transformações precisam de inovações radicais. Mas inovar, segundo eles, não se restringe mais a criar ou modificar produtos e serviços, o conceito agora é mais abrangente. Em alguns casos, inclui a eliminação de custos em determinados processos ou estabelecer alianças estratégicas.
Cada vez mais empresas estão deixando para trás o simples modelo exportador e desenvolvendo produtos específicos para cada mercado. As vantagens (e os custos) para manter um padrão em vários países se contrapõem às diferentes necessidades, culturas e preços locais. Porém, ao inovar localmente, as empresas precisam obter escala para manter a lucratividade. Ou seja, é necessário encontrar o equilíbrio entre a operação global e local.
O desafio de talentos
A escassez de profissionais qualificados (talentos) é um dos maiores desafios atuais. Para se ter uma idéia da dimensão que esse tema ganhou , basta dizer que há mais CEOs preocupados em rever a estratégia de gestão de talentos do que em adequar a abordagem a riscos.
A ameaça em não conseguir admitir ou manter os negócios é custosa: 43% dos líderes afirmaram terem gastado mais que o previsto para ter bons profissionais ao redor, o que causou impacto no crescimento e no resultado dos negócios.
Os CEOs estão convencidos que precisam melhorar a estratégia de gestão de pessoas e planejar como atender as necessidades futuras. Desenvolver uma visão estratégica de longo prazo é crucial para eliminar o atual gap. Eles também estão procurando novas formas de medir a eficiência e a abrangência dos investimentos em pessoas e têm clara a noção de que produtividade e custos trabalhistas são bons indicadores para comparar o desempenho com os concorrentes, mas não indicam se a empresa está investindo suficientemente em seus profissionais para manter a trajetória de crescimento no futuro.
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